Volvo Ocean Race:Mais segurança contra piratas

Especialistas em segurança marítima deram o sinal verde para a organização da Volvo Ocean Race e diminuíram o risco de ações piratas no Oceano Índico

Adilson Pacheco
Editor

Piratas estão fora da rota da Volvo Ocean Race

Piratas estão fora da rota da Volvo Ocean Race

Especialistas em segurança marítima deram o sinal verde para a organização da Volvo Ocean Race e diminuíram o risco de ações piratas no Oceano Índico durante a segunda etapa da regata, que será disputada entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
A decisão é totalmente diferente da edição anterior, quando os barcos foram obrigados a parar num cargueiro para cruzar uma zona de perigo, ou seja, não navegaram todo o caminho. Os relatórios atuais indicam que os ataques piratas ocorrem com menor intensidade e fora do percurso.
O CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad, e o diretor da regata, Jack Lloyd, estão trabalhando com especialistas em segurança marítima diariamente. “Se alguma situação mudar em relação aos riscos de ações de piratas na próxima etapa, nós podemos mudar os planos. A segurança dos velejadores é essencial”, disse Knut Frostad.
A medida dá mais opções às equipes, que terão menos zonas de exclusão do que a edição anterior. “Vamos, inclusive, liberar a atualização constante do posicionamento dos barcos e a posição correta. Certamente, a perna de número dois será tão emocionante quanto a primeira”, reforçou o representante máximo da Volvo Ocean Race.
Na teoria, a etapa entre a Cidade do Cabo e Abu Dhabi deve durar menos tempo do que a anterior. Porém, as condições climáticas podem influenciar na chegada dos barcos. Serão 20 dias de travessia, no mínimo!
A flotilha deixa a África do Sul nesta quarta-feira (19) para o percurso de 6.125 milhas náuticas ou 11.343 quilômetros. O vencedor da primeira etapa foi o Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), seguido por Dongfeng (China) e Team Brunel (Holanda).

Mais segurança contra piratas

A empresa de segurança responsável pelas operações é a Dryad Maritime. Os especialistas disseram que, desde 2011, o nível de pirataria mudou sensivelmente na região. De fato, na rota estipulada para a segunda etapa, não houve relatos de atividade de pirataria em 2014. No entanto, todo cuidado é pouco.
“É impossível, é claro, eliminar o risco por completo. nunca seremos complacentes com isso”, disse Ian Millen, diretor de operações da Dryad Maritime.
Alguns fatores reduziram os níveis de pirataria em todo o mundo, incluindo aumento do suporte de segurança na água, mais guardas armados a bordo de navios e o cumprimento dos proprietários de embarcações às medidas de segurança.

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